A colaboratividade pode alavancar seu negócio?

Com certeza, a resposta a essa pergunta é “sim”. Acredito que, se você já me acompanha aqui no blog, no YouTube e nas redes sociais, você já deve perceber as principais características da economia atual. Uma delas é a noção de colaboratividade, que não podemos chegar longe se trilharmos nosso caminho totalmente solitários.

Hoje quero conversar um pouco mais sobre isso com você.

Um mundo conectado

Tudo que nós conhecíamos como modelo de empresa, profissão de sucesso, tudo isso vem se transformando a partir do momento que diminuímos as nossas distâncias através da tecnologia da informação.

Hoje um indivíduo em qualquer canto do mundo que faça algo capaz de gerar crescimento, inovação e alto impacto para as pessoas que eles aringem, gera uma mudança enorme no mercado. É possível até mesmo observar o declínio de uma grande empresa que esteja liderando o mercado há anos, onde não esteja num modelo de negócios adaptado a essas mudanças.

Além do efeito sobre as empresas que já existem, muitas oportunidades de mercado são criadas por conta do avanço na tecnologia da informação. O mercado hoje requer uma demanda enorme de profissionais que saibam lidar com a tecnologia, desde programadores para atualizar os sistemas de gerenciamento da empresa até especialistas em marketing digital.

Por mais que o acesso à informação tenha sido muito viabilizado em comparação com décadas atrás, não são todos que conseguem lidar com o enorme fluxo de informação. É difícil se destacar no oceano de dados que vivemos hoje: são poucos os que conseguem ter uma leitura coerente da realidade e do mercado.

O indivíduo coletivo

Neste momento surge aquilo que eu chamo de “indivíduo coletivo”.

O indivíduo coletivo é aquele que sabe criar laços com seus clientes, com a comunidade, com a sua equipe. Em vez de se desesperar e afundar nesse oceano de informação, ele utiliza a força da maré ao seu favor.

Um modo de reconhecer essas pessoas é através dos seus resultados: são os negócios que otimizam, que escalam, que conduzem para novas soluções, que conseguem entregar o que possa ser de forma rápida e acessível, com menor desperdício e maior retorno.

E nem sempre esse retorno significa retorno financeiro, ao menos não diretamente. Pode ser uma clientela mais satisfeita e mais fiel, um produto de maior qualidade, um processo que se torna mais confortável para os colaboradores… Enfim, ele é capaz de melhorar o ambiente onde ele está de várias formas, tudo vem da sua capacidade de criar laços e estreitar relações.

E isso ocorre também porque o indivíduo coletivo não se delimita por conceitos ou definições. Essa nova era não precisa mais de títulos para definir o que você faz. A diferença está no motivo por detrás das suas ações. Na verdade, sempre foi isso que construiu sucesso. Falamos um pouco disso aqui no nosso blog em um outro momento, sobre saber a importância de comunicar bem as nossas motivações àqueles que amamos e lideramos.

Estamos vivendo um momento em que as pessoas estão tendo acesso a muitas verdades e coisas cada vez melhores. Não tem mais como aceitar a rigidez, o descaso, a incompetência que ainda muitas empresas estão entregando. É nesse cenário que o indivíduo coletivo se sobressai.

Você tem uma vida merda?

Calma, gente! Não precisa se assustar com o título que eu já vou explicar.

Uma vez, Oscar Niemayer estava sendo entrevistado pela revista Trip. Estavam perguntando para ele sobre o seu sucesso na arquitetura, do legado que ele deixava. E ele, já muito chateado por essas perguntas tão constantes sobre o sucesso da sua arquitetura, respondeu da seguinte forma:

Arquitetura não importa. Nada disso importa muito.
O que importa é gente, o importante é não ter uma vida merda.
Não se deixar levar pela ganância, por objetivos menores que não leve em conta o todo,
que não defenda o interesse dos outros além de seus próprios, que não tem pense no coletivo.
Enfim, não deixe que a sua vida seja uma vida merda!

Pode até parecer que Niemayer foi um pouco rude ao dar essa resposta. Mas você percebe que existe um grande ensinamento nisso? Você nota que é esse interesse, esse cuidado pelo outro que diferencia uma empresa da outra há muito tempo? Viver completamente desconectado, sozinho, alimentando o próprio ego é ter uma vida sem sentido, sem valor. Tão sem valor quanto… merda.

Só que agora não dá mais para ignorar. Ninguém mais quer ter uma vida, uma profissão merda. As empresas vão ter que olhar o outro como pessoas e não como objetos para sobreviver dentro dessa nova economia. Aliás, eu adoro essa nova economia. Nenhuma máscara e nenhuma vida merda poderá impactar as pessoas.

O segredo da autorrealização

Eu acho muito interessante como até mesmo a ciência valoriza a importância da colaboratividade. Vou citar aqui um caso muito inspirador.

Viktor Frankl foi um psicólogo que viveu no século passado. Ele sobreviveu aos campos de concentração nazistas mais letais: Dachau, na Alemanha, e Auschwitz, na Polônia.

Observando as pessoas que cruzavam o seu caminho, tanto os prisioneiros quanto os soldados que o mantinham no cativeiro, ele entendeu algo muito profundo sobre o ser humano: as pessoas eram sempre movidas por uma força interna, uma vontade de sentido. Elas naturalmente perseguiam uma razão para existir e, quando encontravam esse sentido, essas pessoas eram felizes e capazes de suportar qualquer sofrimento.

Mas algo ainda mais importante que ele percebeu foi que, em todas as situações, as pessoas só eram capazes de encontrar esse sentido fora de si mesmas. Um exemplo: o esforço de um pai para trabalhar não é um sacrifício para ele próprio, mas para a sua família. Viktor percebeu que o sentido estava sempre no outro, esse mesmo sentido que era o que trazia a felicidade.

Foi então que ele criou uma escola nova na psicologia, que passou a chamar de logoterapia. O fundamento da logoterapia é essa busca de sentido. É afirmar que as pessoas só se realizam plenamente quando encontram esse sentido que está presente em outras pessoas. É quando não ficamos mais presos em nós mesmos, mas transcendemos nossas necessidades.

Não preciso nem dizer o quanto isso tem a ver com colaboratividade, né? Quando você passa a escutar, a entender o outro realmente, isso te realiza. Essa mesma realização pessoal é comunicada à sua equipe, às pessoas que você ama, aos seus clientes… E veja, essas pessoas também estão em busca de sentido! Elas também vão se espelhar na sua realização e ficarão muito mais motivadas em colaborar com você.

Se você conhece alguém que está tendo uma vida merda, compartilhe este texto com essa pessoa. Mostre a importância da colaboratividade e da necessidade de ir ao encontro do outro para se realizar. Procure aplicar isso na sua empresa, na sua equipe, na sua família, e compartilha os seus resultados aqui com a gente.

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